Há acasos que vêm a propósito. Um dia destes, ao passar os olhos por uma das minhas estantes, uma daquelas que raramente visito bateu-me a vista numa lombada que dizia FEMMES, CULTURE ET REVOLUTION.
Já não me lembrava nada deste livro. Tirei o livro do seu aconchego e percebi que tinha sido publicado em 1989.Comemorava-se nessa data o bicentenário da Revolução Francesa (1789) . lembro-me de termos ido nessa altura a Paris. Foi uma viagem inesquecível. Paris estava exuberante. Os eventos comemorativos multiplicavam-se. E, pasme-se os parisienses até eram naquela altura específica, bastante simpáticos para os turistas.
A redescoberta deste livro veio mesmo a calhar pois nele se trata do papel que passoua ser reconhecido à mulher a partir da Revolução.
Passaram mais de 230 anos desde a Revolução Francesa. O reconhecimento do papel da mulher e a defesa dos seus direitos tem vindo a fazer-se mas muito lentamente e de uma forma desigual.
Continuo a defender que as comemorações do Dia da Mulher deviam ser cada vez mais desnecessárias.
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