domingo, 23 de junho de 2019

Nem tudo estará perdido





Insólito… ou talvez não

Ontem, como de costume fomos a Lagos às compras. Geralmente tomamos o pequeno-almoço numa pastelaria (foto) no Bairro da Abrótea. Até aqui nada de estranho. Só que ontem enquanto esperávamos pelo repasto apercebi-me de um caso “anómalo”. Na mesa ao lado da minha estava um homem a tomar café e a ler um livro. Achei estranho que tivesse sobrevivido à ditadura do telemóvel que assola a nossa sociedade nos vários locais públicos e privados. Enquanto deglutia as vitualhas da breve refeição matinal olhei para o balcão e não é que nesse local se encontrava um jovem lendo concentradamente o que me pareceu um romance de muitas folhas.
Estranha ou melhor optima coincidência. No mesmo dia encontrar duas pessoas de idades diferentes interessadas na leitura é obra. Mas as coincidências não se ficaram por aqui. Mais tarde um amigo meu contou-me que estivera, de manhã em Lagos onde fora comprar umas alfaces para plantar. Antes desse momento tinha ido a uma livraria e comprara um livro que transportou debaixo do braço. Quando efectuava a compra da verde salada, o vendedor tendo observado o livro debaixo do braço perguntou-lhe o que andava a ler e confidenciou-lhe que também gostava de ler.
Será que só podemos tomar estes factos como um mero conjunto de coincidências ou será que nem tudo está perdido?

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