segunda-feira, 4 de março de 2019

Requiem pela Pastelaria Suíça


Há algum tempo li a notícia de que a Pastelaria Suíça ia fechar. A “Suíça” ia fechar. Fiquei triste, mas com o correr do tempo acabei por esquecer.
Na 2ª feira passada fui colocada frente a essa realidade. Tendo ido tratar duns assuntos a Lisboa, na 2ªfeira de manhã fui, como de costume tomar o café à Baixa. Apanhei o Metro e saí no Rossio.



 Ao sair do Metro deparei-me com uma parede nua e fria, com portas e janelas fechadas, tudo cinzento e deserto à beira de um passeio sem esplanada. Estava à porta da Pastelaria Suíça. Que tristeza, que sensação de perda. Foi a “Suíça “que serviu o copo de água do meu casamento já lá vão quase 50 anos. Durante muitos anos foi um local que eu sempre procurava quando vinha a Lisboa para beber um café ou comer um bolo. Antes da última remodelação, lembro-me das mesas que existiam no seu interior. Da clientela muito peculiar que eu tanto gostava de observar. Depois desapareceram as mesas com as cadeiras e deram lugar àquelas mesas altas e desagradáveis, mas a pastelaria continuava. Até agora que desapareceu completamente. É mais um ícone de Lisboa que desaparece para dar lugar não sei a quê, mas muito provavelmente a novas lojas daquelas internacionais que encontramos tanto aqui em Portugal como em qualquer outro pais, sem originalidade. Sinal dos tempos, não um mau sinal dos tempos.

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